A REGIÃO E A QUESTÃO AEROPORTUÁRIA
Os aeroportos de Ribeirão Preto e Viracopos estão sofrendo um processo inverso em termos de vocação, ou seja, Ribeirão Preto que foi planejado como aeroporto de passageiros, foi recentemente habilitado para receber vôos internacionais de carga e Viracopos, tradicionalmente um aeroporto de carga, está se estruturando para aumentar o movimento de passageiros.
As obras de ampliação do terminal de passageiros do aeroporto de Ribeirão Preto estão programadas para ter inicio em 2008 e término em 2009. As atuais instalações já estão incompatíveis diante da demanda que em 2007 chegou a 390.000 passageiros.
Os aeroportos do Interior têm sido muito importantes para o desenvolvimento das regiões onde foram implantados, não somente para realizar o transporte público, mas principalmente para apoiar o desenvolvimento da agricultura, da indústria e do comércio. Alguns deles tiveram crescimento tão acentuado da demanda, que passaram a ter vôos comerciais regulares, como por exemplo, o movimento de aeroportos como Araçatuba, Bauru, Marília, Ribeirão Preto, Araraquara, São Carlos, São José do Rio Preto, Sorocaba, alguns deles de implantação recente, como os de Sorocaba, Presidente Prudente e Jundiaí.
Mas não só os aeroportos de maior movimento de transporte de cargas e passageiros são importantes. O de Itanhaém, por exemplo, além de receber 4.000 aeronaves por ano, é agora base de apoio para as operações da Petrobrás na bacia de Santos, e será também para o futuro Porto Brasil, idealizado para ser instalado em Peruíbe. Além disso, é aeroporto alternativo, desde 1986, para vôos de aeronaves de pequeno porte, originados no Sul e interrompidos por más condições de tempo na Serra do Mar.
Dados registram que o conjunto dos aeroportos do Estado possibilitou, em 2007, 338 mil pousos e decolagens, movimentando 1,1 milhão de passageiros e quase 4 mil toneladas de carga.¹
Por todas essas razões, os aeroportos do Interior não podem ser submetidos a critérios de viabilidade. Não se deve também, avaliar individualmente cada aeroporto, pois o que conta para o desenvolvimento do Estado é o conjunto composto por eles.
[1] Fonte: O Sistema de Transporte no Estado de São Paulo.
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